VUVUZELA, A CORNETA SÍMBOLO DOS TORCEDORES SUL-AFRICANOS PODE SER PERIGOSA PARA A AUDIÇÃO
ESTUDO alerta para os riscos da exposição ao som da corneta
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O instrumento tradicional da torcida Sul Africana está causando polêmica na Copa. Autoridades apontam para o fato que o volume do som produzido pela corneta é tão forte que chega a limitar a percepção do sinal emitido para evacuação dos estádios em caso de medidas de segurança, por exemplo.
Agora, além do incômodo já revelado por alguns profissionais, testes recentes demonstraram que o nível do som é tão forte que representa um risco imediato para a saúde auditiva dos técnicos, jogadores, além é claro, dos torcedores na arquibancada dos jogos da copa.
A corneta, produzida em material plástico de formato parecido com um trompete, pode produzir um som de até 127decibel (dB)- mais alto que o barulho de um cortador de grama (90dB) e uma motosserra (100dB). A exposição contínua a sons em 85dB pode causar uma perda de audição permanente induzida pelo ruído. Quando uma mesma pessoa é exposta a um som de 100dB ou maior intensidade, se o tempo de exposição for maior que 15 minutos pode ocorrer uma lesão no sistema auditivo.
Os instrumentos sonoros mais populares em todas as torcidas do mundo foram testados em um estúdio profissional pela Fundação Hear the World. Na condição de teste, a distância entre a saída do som do instrumento e o microfone de teste foi de 10cm utilizando um filtro de referência A de acordo com a norma IEC, representativa da percepção auditiva real. Todos os testes foram monitorados e registrados com a supervisão de um audiologista da Phonak.
Os resultados da análise seguem na tabela abaixo:
O Audiologista Robert Beiny explica que, “para termos uma ideia melhor do que isso representa para o nosso sistema auditivo,quando um som aumenta 10dB, nossas orelhas percebem ele como sendo duas vezes mais alto, então, se considerarmos as medidas mencionadas acima, podemos considerar o som da Vuvuzela mais do que duas vezes a intensidade do barulho emitido pelo sino/cowbell”
E acrescenta: “Uma lesão na função auditiva pode ocorrer não apenas para quem está sentado na arquibancada. Os nossos ouvidos também estão expostos a níveis prejudiciais de som quando na torcida de um bar ou assistindo ao jogo em casa com a TV num volume alto“.
O profissional ainda aconselha: os fãs podem aproveitar todo clima e atmosfera da Copa do Mundo, no entanto não deixem de cuidar da sua audição. Porque não permitir uma pausa de ambientes muito barulhentos por um período? Ou, se ainda forem privilegiados em poder compartilhar de toda emoção de um jogo ao vivo, porque não considerar a ideia de levar um protetor auditivo? Uma “vez que um dano na audição ocorre, ele é irreversível, e prevenção é a palavra chave”.
Valentin Chapero, Presidente Mundial da Phonak acrescenta: “Sabemos que todo o ambiente sonoro de uma partida e sua torcida caracterizam a atmosfera única de um estádio de futebol. No entanto, as pessoas devem lembrar que a exposição prolongada a fortes níveis sonoros causa um impacto significativo na audição. A ordem é prevenir para que essa conscientização não ocorra tarde demais”.
Saiba mais em http://www.hear-the-world.com.br/